sexta-feira, 13 de maio de 2011

O dia em que o azul virou borrão, o sorriso sumiu dos olhos e o dolorido-colorido falhou

"Como doem as perdas para sempre perdidas, e portanto irremediáveis, transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos."
[Caio F. Abreu]

- Você tá feliz?
- Porque?
- Curiosidade. Mas, responde, você está feliz?
- Estou feliz, claro estou muito feliz. Porque não estaria?
-Você não é feliz. -Não era uma pergunta.
- Porque você está dizendo isso? Não sou uma das pessoas mais alegres que você conhece?
- Você sorri sempre. Sempre tem palavras doces para todos. Sempre tem uma canção na ponta da língua.
- Então, sou contente...
- Verdade. Ri de tudo. Mas, quando não acha que está sendo observada fica pesantiva.
- Eu penso demais. Isso não significa nada. Eu sou feliz e ponto. Que coisa. Tenho um buquê de sorrisos.
- É, até pode ser. Mas, são seus olhos.
- O que tem eles?
- Seus olhos... eles não brilham mais!